Ontem, durante uma aula, o professor falou que só depois de reler o livro de Cervantes com 50 anos de idade é que foi capaz de desfazer aquela idéia de caçador de monstros e perceber que o protagonista é na verdade um sonhador que tenta derrubar as opressões da vida em sociedade.
Na sua visão, Dom Quixote quer acabar com os moinhos como um modo de destruir os nossos monstrinhos do dia-a-dia e a sua coragem vêm do amor a Dulcinéia. E ela nem é bonita. A coragem vem de um amor verdadeiro e motivador.
Será que ainda hoje somos capazes de perceber como o amor pode ser modificador? Será que usando essa força podemos mudar a nossa realidade?
O mestre queria passar uma idéia de justiça solidária.
Eu e o meu romantismo queremos que esse sentimento narrado por Cervantes ainda exista. Tomara que eu e vc, querido leitor, consigamos acabar com os moinhos do egoísmo e do isolamento para corajosamente nos jogarmos num mar de sentimentos como o herói do romance.
quarta-feira, abril 02, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
Alguém me leva pra Londres?
Pessoal, voltando ao papo de gostar de eficiência, tenho que confessar que adoro o cara do Hell's Kitchen. Ele elimina todos os acomodados do restaurante e dá prêmios para os práticos e criativos. Tudo de bom!
Quem me lembrou de fazer essa conexão foi o post sobre o novo restaurante do moço do blog do Ricardo Freire. Eu já acho Londres legal por infinitos motivos, eis que surge mais um.
Se quiserem ouvir o Ricardo, ele participa do Hora do Blush. É um programa de rádio super simpático da Paradiso FM antes da Voz do Brasil. Problema: eu nunca consegui ouvir essa rádio pela internet, porém pode ser aquele velho problema de BIOS que ataca a maioria dos micros: Bichinho Ignorante Operando o Sistema. Se você, caríssimo leitor, está no Rio de Janeiro é só ligar o radinho.
Essa história de blush me lembra também que tenho que fazer um post sobre maquiagem, mas fica pro nosso próximo encontro. ;)
Quem me lembrou de fazer essa conexão foi o post sobre o novo restaurante do moço do blog do Ricardo Freire. Eu já acho Londres legal por infinitos motivos, eis que surge mais um.
Se quiserem ouvir o Ricardo, ele participa do Hora do Blush. É um programa de rádio super simpático da Paradiso FM antes da Voz do Brasil. Problema: eu nunca consegui ouvir essa rádio pela internet, porém pode ser aquele velho problema de BIOS que ataca a maioria dos micros: Bichinho Ignorante Operando o Sistema. Se você, caríssimo leitor, está no Rio de Janeiro é só ligar o radinho.
Essa história de blush me lembra também que tenho que fazer um post sobre maquiagem, mas fica pro nosso próximo encontro. ;)
terça-feira, março 25, 2008
Dicas de um sedutor...
Mocinhas modernas, não tem como. O paradigma até o 3º ou 4º encontro é a Hello Kitty, ou seja, fofa e muda. Se a Srta. demonstrar o quanto é inteligente, crítica, capaz e independente, já era. Depois, aos poucos vá mostrando a verdadeira face.
Ouvi isso de um grande amigo e acho que ele está certo.
Afinal, a sociedade é tão hipócrita, por que não seria neste momento? Tu tens que ser um anjo que aos poucos demonstre capacidade de manter-se atrativa e interessante ao longo do tempo e, ai sim, todas aquelas suas virtudes farão a diferença.
Problema: Como fazer alguém gostar de ti interpretando um personagem?
Se vc souber a resposta me conta, por favor.
Enquanto isso, eu vou tentar aplicar a teoria um dia e depois conto como foi.
Ouvi isso de um grande amigo e acho que ele está certo.
Afinal, a sociedade é tão hipócrita, por que não seria neste momento? Tu tens que ser um anjo que aos poucos demonstre capacidade de manter-se atrativa e interessante ao longo do tempo e, ai sim, todas aquelas suas virtudes farão a diferença.
Problema: Como fazer alguém gostar de ti interpretando um personagem?
Se vc souber a resposta me conta, por favor.
Enquanto isso, eu vou tentar aplicar a teoria um dia e depois conto como foi.
segunda-feira, março 24, 2008
Sra. Acomodação, a inimiga da vez
Sempre fui muito ativa. Daquelas que conseguem (ou ao menos tentam) fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Além disso, como boa cria de imigrantes, cresci vendo o que é empreendedorismo na prática diária de muitos que trabalharam arduamente dia após dia mesmo sem as condições adequadas.
Com isso, não sei lidar com gente acomodada. É um adjetivo que me incomoda. Por que aceitar uma situação mais ou menos???
Todavia, tenho que lidar o tempo todo com gente assim. Fazer o que, né?
Porém pode piorar, amigo leitor. Além de ver os acomodados, temos que: a)tirá-los da inércia; b)fazer o que eles deveriam ter feito (vulgarmente conhecido como a regra do "quer quer, faz. quem não quer manda."); ou c)ficar ouvindo as reclamações de que o quadro é feio e nada vai mudá-lo.
Oh céus! Quem poderá nos defender?!
Enquanto o Chapolim Colorado não me salva desses vilões, eu tento insistir na opção B. É a mais cansativa e frustrante, porém é a mais digestiva, mesmo quando não conseguimos arrumar a casa do nosso modo.
O que me faz escrever, contudo, não é a opção B, mas a opção C. Pois, pior do que reclamar e não fazer nada, considero que é quando a solução é apresentada, aceita, mas a preguiça impede a execução. Ah! Então não me venha com esse bla bla bla de que nada vai/pode mudar.
Se vc, ai do outro lado da telinha, também sofre com esses vilões, comente aqui em baixo. Juro que saber que existem outros incomodados com os acomodados, será um grande alívio. ;)
Com isso, não sei lidar com gente acomodada. É um adjetivo que me incomoda. Por que aceitar uma situação mais ou menos???
Todavia, tenho que lidar o tempo todo com gente assim. Fazer o que, né?
Porém pode piorar, amigo leitor. Além de ver os acomodados, temos que: a)tirá-los da inércia; b)fazer o que eles deveriam ter feito (vulgarmente conhecido como a regra do "quer quer, faz. quem não quer manda."); ou c)ficar ouvindo as reclamações de que o quadro é feio e nada vai mudá-lo.
Oh céus! Quem poderá nos defender?!
Enquanto o Chapolim Colorado não me salva desses vilões, eu tento insistir na opção B. É a mais cansativa e frustrante, porém é a mais digestiva, mesmo quando não conseguimos arrumar a casa do nosso modo.
O que me faz escrever, contudo, não é a opção B, mas a opção C. Pois, pior do que reclamar e não fazer nada, considero que é quando a solução é apresentada, aceita, mas a preguiça impede a execução. Ah! Então não me venha com esse bla bla bla de que nada vai/pode mudar.
Se vc, ai do outro lado da telinha, também sofre com esses vilões, comente aqui em baixo. Juro que saber que existem outros incomodados com os acomodados, será um grande alívio. ;)
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
And the Oscar goes to...
Aproveitando esse clima de premiação na Academia, fiquei pensando sobre atuação.
Eu adoro situações em que posso interpretar. É o tipo de coisa que muda a rotina burocrática do dia-a-dia. Além disso, existe a inteligência da improvisação tão necessária nessas nossas interpretações da vida. Uma tirada perfeita é algo que admiro.
Entretanto, como tudo, existe um lado negativo: o “fazer tipo”. Trata-se de uma prática abominável, porém super valorizada na nossa sociedade de aparências hipócritas.
Todos devem seguir o mesmo padrão estético. Devem pensar do mesmo modo. Devem seguir a linha de trabalho dos seus superiores.
Na tentativa de atender expectativas sociais, cada um cria um personagem. Se houvesse um exercício de tolerância, talvez essa ferramenta não fosse tão usada. A minha é sempre profissional, competente e forte. Agora, está cada vez mais difícil manter presa a outra sensível, com medos e emoções. Aos poucos tento fazê-las conviver numa proporção mais iguaitária.
A uniformidade das pessoas só serve para oprimir lado criativo das pessoas.
Assim, vou tentar premiar o diferente com uma estatueta nesta noite.
Eu adoro situações em que posso interpretar. É o tipo de coisa que muda a rotina burocrática do dia-a-dia. Além disso, existe a inteligência da improvisação tão necessária nessas nossas interpretações da vida. Uma tirada perfeita é algo que admiro.
Entretanto, como tudo, existe um lado negativo: o “fazer tipo”. Trata-se de uma prática abominável, porém super valorizada na nossa sociedade de aparências hipócritas.
Todos devem seguir o mesmo padrão estético. Devem pensar do mesmo modo. Devem seguir a linha de trabalho dos seus superiores.
Na tentativa de atender expectativas sociais, cada um cria um personagem. Se houvesse um exercício de tolerância, talvez essa ferramenta não fosse tão usada. A minha é sempre profissional, competente e forte. Agora, está cada vez mais difícil manter presa a outra sensível, com medos e emoções. Aos poucos tento fazê-las conviver numa proporção mais iguaitária.
A uniformidade das pessoas só serve para oprimir lado criativo das pessoas.
Assim, vou tentar premiar o diferente com uma estatueta nesta noite.
Eu voltei ...
Eu voltei para escrever impressões do meu cotidiano.
Não sei se existe alguém lendo isso por ai, mas se tiver, sinta-se em casa para comentar.
Para ilustrar, segue uma antiga música sobre retornos...
A volta do boêmio
(Nelson Gonçalves - Adelino Moreira)
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante lhe peço a minha nova inscrição
Voltei, pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que esta gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente
Por que razão quer voltar ?
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir
Não esqueça do teu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá cantar em novas serenatas
E abraçar teus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
Em saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais....
Não sei se existe alguém lendo isso por ai, mas se tiver, sinta-se em casa para comentar.
Para ilustrar, segue uma antiga música sobre retornos...
A volta do boêmio
(Nelson Gonçalves - Adelino Moreira)
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante lhe peço a minha nova inscrição
Voltei, pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que esta gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente
Por que razão quer voltar ?
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir
Não esqueça do teu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá cantar em novas serenatas
E abraçar teus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
Em saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais....
sábado, abril 28, 2007
Hermanitos na estréia
Pra começar, uma música que eu adoro do Los Hermanos. Tomara que os boatos do fim da banda não sejam verdadeiros. Quem puder não deve perder um show deles. É maravilhoso!
Retrato pra Iaiá
(Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante)
Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.
Depois de ter vivido o óbvio utópico
te beijar
e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.
De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
mesmo você viu antes de mim
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.
Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:
Oh, não!
Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.
Retrato pra Iaiá
(Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante)
Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.
Depois de ter vivido o óbvio utópico
te beijar
e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.
De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
mesmo você viu antes de mim
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.
Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:
Oh, não!
Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.
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